Cuidados com a saúde devem ser redobrados no inverno
Com a aproximação do inverno, período em que a temperatura e a umidade relativa do ar ficam mais baixas, é preciso que a população tome alguns cuidados com a saúde. Nesse período ocorre o aumento das doenças respiratórias, pois as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas, o que favorece a proliferação de vírus e bactérias.
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Com a aproximação do inverno, período em que a temperatura e a umidade relativa do ar ficam mais baixas, é preciso que a população tome alguns cuidados com a saúde. Nesse período ocorre o aumento das doenças respiratórias, pois as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas, o que favorece a proliferação de vírus e bactérias.
As gripes e os resfriados são as principais doenças que ocorrem durante o inverno. Aparentemente simples, merecem total atenção, pois funcionam como uma porta de entrada para outros problemas de saúde, como pneumonia, asma, rinite, sinusite, entre outros. O enfraquecimento do sistema imunológico faz com que as pessoas fiquem mais propensas a outras infecções secundárias, principalmente as bacterianas como a pneumonia.
“É um período em que, devido ao clima frio, a população tende a ficar mais tempo em lugares fechados, com pouca circulação de ar, facilitando com isso a transmissão de doenças. Os ambientes mal arejados aumentam a sobrevida de microorganismos, favorecendo o aparecimento das infecções por vias aéreas superiores, como nariz, boca e laringe”, explica o coordenador estadual de Pneumologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), Edílson Correa de Moura.
Desde março deste ano, o sistema público de saúde começou a imunizar as populações de maior risco contra o vírus da Influenza H1N1. Agora, a população acima de 60 anos está sendo imunizada contra o vírus da Influenza Sazonal. Como ressalta Edilson, “a vacinação é uma medida preventiva muito importante e eficaz. As pessoas que ainda não foram vacinadas, que façam parte dos grupos prioritários, devem procurar os postos de saúde”.
O pneumologista reforça, ainda, que uma maneira eficaz de combater qualquer doença é cultivar hábitos saudáveis. É importante que a população mantenha uma alimentação balanceada e se atente à hidratação. Também é recomendável praticar esportes, não fumar, cuidar para que a casa esteja sempre arejada e manter o cartão de vacinação atualizado. “Tomando esses cuidados aumentam as possibilidades de se passar por esse período de forma mais saudável”.
Outros cuidados
Além das recomendações já mencionadas, deve-se evitar locais com grande concentração de pessoas, mofo ou muita umidade e aqueles onde há fumaça de cigarro e poeira. A lavagem do nariz com soro fisiológico morno, várias vezes ao dia, quando há comprometimento importante do nariz, também são procedimentos essenciais nestas circunstâncias.
Febre alta, tosse, coriza e dores no corpo são as principais indicações de que algo está errado. Se os sintomas não se tornarem mais brandos a partir do quarto dia de infecção, ou vierem acompanhados de outros sintomas, como manchas avermelhadas, deve-se procurar atenção médica. A atenção com as crianças deve ser redobrada nesse período.
O período mais frio é acompanhado de baixa umidade relativa do ar. A recomendação para proporcionar mais conforto contra as consequências da baixa umidade é colocar no quarto, durante a noite, uma vasilha com água, ou, uma toalha molhada.
Imunização
Há 12 anos, o sistema público de saúde oferece à população acima de 60 anos a vacina contra a gripe comum. Neste ano, como medida preventiva contra a segunda onda do vírus da Influenza H1N1, a vacina contra a Influenza A H1N1 está sendo oferecida para os grupos que mais sofreram com a doença no ano passado.
Já as pessoas que têm doenças crônicas, como asma, rinite e sinusite, devem ter atenção redobrada aos sinais do organismo, especialmente nesta época. Iniciar o tratamento rapidamente e impedir que a crise se instale é a melhor maneira de evitar complicações.
Os grupos que serão vacinados contra a Influenza A são: Profissionais de Saúde; Doentes Crônicos; Populações Indígenas; Jovens entre 20 e 29 anos; adultos entre 30 e 39; população acima de 60 anos, portadores de doenças crônicas. Quem ainda não se vacinou deve procurar um posto de saúde mais próximo.