Artesãs de Mariana reaproveitam resíduos para fazer artesanato
Em Mariana, na região Central de Minas Gerais, um grupo de artesãs descobriu no material reciclável descartado uma rica fonte de matéria prima.
Compartilhar notícia
- ícone de compartilhamento

Foto:Divulgação/Grupo Maria Isabel
Em Mariana, na região Central de Minas Gerais, um grupo de artesãs descobriu no material reciclável descartado uma rica fonte de matéria prima. Nas mãos delas, os mais variados materiais se transformam em belas flores. O trabalho do grupo contribui para a preservação ambiental e, no futuro, pode ser também uma boa alternativa de renda.
O grupo de artesanato Maria Isabel é formado por 12 mulheres. Tudo começou há um ano por iniciativa da coordenadora do grupo, Marilu Motta. Foi ela quem reuniu as mulheres, alugou um local para servir de sede e contratou um profissional para ensinar o ofício a elas. “Eu sempre fiz trabalhos voluntários voltados para a preservação ambiental. Acho isso importante para o nosso futuro”, comenta.
A atividade é uma novidade para todas já que nenhuma delas era artesã. A professora Jovita Guimarães jamais pensou em fazer artesanato. Mas, hoje, a atividade é parte da vida dela. “É bom porque a gente acaba conhecendo outras pessoas e quebra a rotina”, diz Jovita. Mas a professora também vê no trabalho do grupo uma chance de contribuir para a preservação ambiental. “Nós estamos acabando com um pouco da poluição da nossa cidade fazendo do lixo um luxo”, diz.
Não demorou muito para as novas artesãs aprenderem a lidar com o material reciclável. As flores são bem coloridas. O grupo utiliza de tudo: papelão, jornal, revista, embalagem de ovo, retalhos de tecido e bambu. “O melhor é que a gente consegue esse material todo de graça no comércio e em nossas próprias casas. Tudo o que parece não servir mais, nós reutilizamos”, afirma Marilu Motta.
De olho no futuro
O grupo de artesanato Maria Isabel é recente e, como se sabe, iniciar um empreendimento sempre é difícil. Principalmente quando se fala em ganhar espaço no mercado. A concorrência é grande e é preciso planejamento e organização. Pensando nisso, o grupo decidiu pedir ajuda à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). “Nós precisamos de mais orientações sobre como trabalhar em conjunto. A Emater vai ajudar muito nesse aspecto”, diz Marilu Motta.
De acordo com a extensionista do escritório da Emater-MG em Mariana, Ivana Ventura Fanni, uma das principais orientações ao grupo é sobre associativismo. “Nós vamos explicar como o associativismo funciona e quais as vantagens. Somando forças, elas terão muito mais condições de entrar e se manter no mercado”, explica Ivana Ventura.
Outra proposta da Emater-MG é oferecer cursos de capacitação e aperfeiçoamento para as artesãs. “Isso vai ajudar a melhorar ainda mais a qualidade dos produtos e também estimulará a diversificação da produção”, afirma a extensionista.
A empresa também ajudará na divulgação do trabalho das artesãs. Por exemplo, como aconteceu no mês de outubro. A convite da Emater-MG, o grupo participou da Feira Multisetorial da Associação Comercial de Indústria e Agropecuária de Mariana. Segundo Marilu Motta, o evento ajudou o grupo a fazer novos contatos. “Tem muita gente ligando e querendo saber mais sobre os nossos produtos. Nós estamos muito otimistas”, diz.