Empresas de transporte de cargas se unem na guerra contra a dengue
Esta semana marca uma importante consolidação de aliados na guerra contra a dengue. Desta vez, o Governo de Minas, por meio da SES, vem discutindo propostas para atuação das empresas de transporte de cargas.
Compartilhar notícia
- ícone de compartilhamento

Foto:Ramon Jader/SES MG
Esta semana marca uma importante consolidação de aliados na guerra contra a dengue. Desta vez, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), vem discutindo propostas para atuação das empresas de transporte de cargas para ajudar a eliminar focos do mosquito. Nessa segunda-feira (13), o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge Souza Marques, se encontrou com representantes da Femsa e da Cesa, duas das maiores empresas em transporte de cargas do Estado.
A reunião contou também com a presença de integrantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais (Setcemg). Foram discutidas iniciativas que poderiam ser tomadas e um novo encontro, marcado para esta quinta-feira (16), deve apresentar metas e delinear a contribuição das empresas.
“O setor produtivo mineiro tem sido fortemente afetado pela dengue. Um trabalhador com a doença se ausenta por cerca de 10 dias de suas atividades. Isto traz uma série de prejuízos econômicos, aumentando os índices de absenteísmo. Por isto a importância de termos o apoio das empresas nesta guerra contra o Aedes Aegypti”, declarou o secretário Antônio Jorge.
Após atrair o apoio da Ricardo Eletro e da Itambé na semana passada, a ideia agora é agregar várias empresas da cadeia produtiva. “A participação do setor é fundamental pelo aspecto da capilaridade, ou seja, o setor chega a todo o Estado e ainda nos ajuda quanto a um dos principais focos de mosquito, que são as garrafas pet, embalagem mais comum dos produtos com que estas empresas trabalham”.
Foi abordada a possibilidade de serem criados ecopontos em supermercados e padarias populares para recolhimento destas garrafas, promovendo-se trocas por material escolar ou brindes, além da capacitação de motoristas de caminhão para sua atuação como multiplicadores, explicando nos pontos de venda a importância da eliminação de focos.
“O ovo do mosquito pode ficar até 450 dias no seco sem que isso comprometa seu desenvolvimento. Basta uma pequena chuva que gere um acúmulo de água e a larva terá condição de se desenvolver”, lembrou o secretário.
Responsabilidade social
O representante do Setcemg, Luciano Medrado, destacou que a regulamentação do setor é recente, e a iniciativa junto ao Governo de Minas é uma oportunidade não só de ter uma atuação de responsabilidade social, mas também de consolidar a imagem do setor junto à sociedade. “O transporte que leva produtos ao pequeno mercado é feito pelo caminhão. Por isso, podemos agir chegando aos mais variados lugares”.
As empresas Femsa e Cesa prestam serviço de transporte de produtos dentro da logística da Coca-Cola e Ambev, as maiores empresas de bebidas do Brasil. Somadas, cobrem diariamente cerca de 40 mil pontos de vendas no Estado. “Conversar com empresas deste porte, ligadas a marcas globais, e conseguir seu apoio agrega muito valor às nossas ações”, concluiu o secretário.
Programa
O Programa Estadual de Controle Permanente da Dengue, lançado no dia 17 de novembro pelo governador Antonio Anastasia, é um conjunto inédito de ações, reunindo o esforço do Governo de Minas, Exército, Aeronáutica, Ministério da Saúde, prefeituras e sociedade no enfrentamento à ameaça de uma grande epidemia da doença no Estado.
Entre as ações está a criação de uma Força Tarefa formada por cerca de 400 profissionais e voluntários. O Governo de Minas investirá no programa R$ 60 milhões do Tesouro do Estado até junho de 2011.
Levantamento do Ministério da Saúde indicou a morte de 592 pessoas vítimas da doença este ano no Brasil, um aumento de 89,7% em relação a 2009, quando foram registrados 312 óbitos. Em Minas Gerais, ocorreram 98 mortes pela doença em 2010. No ano passado foram 24.