Mobilização contra a dengue chega à zona rural
Na tarde desta segunda-feira, (24), foi dado mais um importante passo na "Guerra contra a Dengue".
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Foto:Silvane Vieira/SES MG
Na tarde desta segunda-feira, (24), foi dado mais um importante passo na “Guerra contra a Dengue”. Cerca de 30 profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), empresa privada vinculada à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), participaram de uma oficina de mobilização social e serão os novos parceiros do Governo de Minas nesta batalha.
A capacitação foi voltada para os professores de artesanato que percorrem o interior de Minas Gerais realizando treinamentos, seminários e cursos profissionalizantes que buscam melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais. Cada novo mobilizador recebeu um kit da Secretaria de Estado de Saúde (SES), composto pelo Manual do combatente, almanaque Edi e Gita, adesivos da campanha, cartilha e folder com informações sobre a doença.
Durante a palestra, o coordenador do Núcleo de Mobilização Social da SES, Joney Fonseca, falou sobre a importância que esses profissionais têm na disseminação das informações nas áreas rurais que, por causa da distância geográfica dos grandes centros, podem não ter o conhecimento necessário para combater os focos do mosquito da dengue.
“A característica principal da campanha é reforçar o que as pessoas precisam e devem fazer para evitar a dengue. Mosquito não respeita fronteiras. Não adianta uma pessoa fazer e outra não. Não podemos continuar assim. No ano passado foram notificados mais de 250 mil casos de dengue em Minas Gerais e 103 pessoas morreram. Uma vida perdida já é muita coisa! Imagine mais de 100!”, completou.
Um dos profissionais capacitados, o artista plástico Romero Duarte, conta que já passou por situações complicadas com relação à dengue. “Eu tive dengue, minha irmã também teve duas vezes e, na semana passada, minha cunhada, que veio de São Paulo, teve que passar duas noites no hospital com o diagnóstico da doença. Agora entendo por que todo mundo tem que vestir a camisa e trabalhar em conjunto. Se não for assim, não conseguiremos acabar com a doença”, afirmou.