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Comitê de controle à Dengue formaliza ação intersetorial do Governo

Os órgãos e entidades da Administração Estadual de Minas Gerais deram, nesta quarta-feira, o primeiro passo para cumprir a determinação do Governo de Minas em promover um combate intersetorial da dengue no Estado.

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Comitê de Enfrentamento à Dengue formaliza ação intersetorial do Governo
Secretário Antônio Jorge durante apresentação na abertura do encontro.
Foto:Ramon Jader/SES MG

Os órgãos e entidades da Administração Estadual de Minas Gerais deram, nesta quarta-feira (9), o primeiro passo para cumprir a determinação do Governo de Minas em promover um combate intersetorial da dengue no Estado. O Comitê Estadual para Enfrentamento Permanente da Dengue, institucionalizado a partir do Decreto 45.495, de 17 de novembro de 2010, reuniu-se pela primeira vez para delinear as linhas de atuação dos mais diversos entes governamentais para controle da doença.

Estiveram presentes representantes de instituições como: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag); de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa); de Educação (SEE), de Governo (Segov), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), entre outros.

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, fez uma apresentação durante a abertura do encontro, dando um panorama da dengue em Minas Gerais. “Ano passado tivemos mais de 260 mil casos notificados, cerca de 1,1 mil casos graves e 105 óbitos. Essa é agora uma agenda não só da saúde, mas do Governo de Minas, em que o governador determinou, inclusive com a edição de documentos legais, como o decreto, que todos os órgãos da administração estadual estarão juntos no combate à doença”.

O secretário lembrou que a guerra declarada pelo Governo de Minas ao mosquito deve engajar o poder público e a sociedade mineira, ressaltando peculiaridades do vetor que dificultam o cumprimento da missão. “O ovo do mosquito pode ficar até 450 dias no seco sem que isso comprometa seu desenvolvimento. Basta uma pequena chuva que gere um acúmulo de água e a larva terá condição de se desenvolver”, acrescentando ainda a necessidade de mudança de comportamento do cidadão para eficácia no controle do mosquito. “As pessoas sabem o que fazer, mas metade delas não elimina focos que estão dentro de casa. Precisamos do engajamento, da mobilização social”, destacou.

Foram apresentadas as frentes de atuação por parte da Saúde Estadual para o combate: Mobilização Social, Comunicação, Vigilância em Saúde e Assistência, bem como a estrutura montada para coordenação, realizada pelo Comitê - que deve fazer reuniões mensais - e a gerência do projeto de Gestão da Dengue.  

Um dos pontos ressaltados como função do Comitê será autorizar a pronta resposta do Estado, por meio de órgãos como a Defesa Civil, na Gestão de Desastres, em caso de situações de risco de epidemia e calamidade provocadas por alta transmissão. “Tudo isso está em fase de elaboração de um marco legal que fundamente nossas ações. Estamos deliberando a formação do Comitê, com secretaria executiva, representantes titulares e suplentes, para que este organismo possa ter atuação forte”, comentou o gerente do projeto de Gestão do Enfrentamento da Dengue, Rodrigo Queiroga.

Parcerias

Após atrair inicialmente o apoio da Ricardo Eletro e da Itambé no combate à dengue, o Governo de Minas agregou várias empresas da cadeia produtiva para apoiar as ações. “A participação do setor é fundamental pelo aspecto da capilaridade, ou seja, o setor chega a todo o Estado”, ressaltou o secretário Antônio Jorge.

“O setor produtivo mineiro tem sido fortemente afetado pela dengue. Um trabalhador se ausenta por cerca de 10 dias de suas atividades. Isso traz uma série de prejuízos econômicos, aumentando os índices de absenteísmo. Por isso a importância de termos o apoio das empresas nesta guerra contra o Aedes aegypti”, declarou.

Atualmente, 27 empresas são parceiras no combate à doença. “Temos recebido um grande apoio da iniciativa privada. Nós do poder público então devemos corresponder esse apoio e buscaremos isso insistentemente a partir desta reunião”, disse o secretário.

A vice-reitora da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Santuza Abras, reiterou o apoio da instituição, inclusive com apoio da Faculdade de Educação para que o aspecto educacional esteja presente na agenda do enfrentamento permanente da dengue. “Acredito que podemos colaborar muito e estamos à disposição para fazer o que for preciso”, comentou.

Situação

Considerando-se as cinco primeiras semanas epidemiológicas de janeiro de 2011 em comparação ao ano passado, os números demonstram redução momentânea na transmissão no Estado. Foram 24.612 casos no período em 2010 contra 6.639 este ano. No entanto, os números ainda não podem ser celebrados. “A infestação continua alta. Normalmente, quando se tem muitos casos, há maior número de pessoas que não estão suscetíveis ao vírus. Devemos lembrar que 60% dos casos foram provocados pela reintrodução do tipo 1. Mas com a infestação em níveis altos, outras pessoas que ainda são suscetíveis ainda podem adoecer”, explicou o superintendente de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco Lemos.

Francisco ainda apresentou alguns resultados da Força Tarefa de Combate à Dengue, uma equipe formada pelo Governo de Minas que conta com cerca de 400 agentes e que dá apoio ao combate em municípios com altos índices de infestação. Ao todo, o Estado investirá no programa R$ 60 milhões do tesouro até junho de 2011. O superintendente lembrou que as regiões que mais preocupam, no momento, são a Leste e Nordeste de Minas. “Boa parte dos pedidos de internação por dengue vêm destes municípios, por isso devemos permanecer vigilantes”, finalizou.

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