Detectamos que o seu navegador está desatualizado. Para uma melhor visualização do conteúdo, recomendamos que baixe uma versão mais recente.

Menu

Notícia

Turismo assegura sustentabilidade ao Parque Estadual do Ibitipoca

Aberto ao público desde 1973, o Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata, é a unidade de conservação estadual mais visitada e a única que é autossustentável devido ao fluxo turístico.

Compartilhar notícia

  • ícone de compartilhamento
Turismo assegura sustentabilidade ao Parque Estadual do Ibitipoca
O Parque Estadual do Ibitipoca está localizado na Zona da Mata.
Foto:Evandro Rodney/Sisema

Aberto ao público desde 1973, o Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata, é a unidade de conservação estadual mais visitada e a única que é autossustentável devido ao fluxo turístico. Em 2010 recebeu 51.384 visitantes, que proporcionaram uma arrecadação de R$ 526 mil, com a cobrança de entrada, taxa de camping e estacionamento.

A unidade de conservação (UC) é autossuficiente desde 2009, quando recebeu 46.877 visitantes, que geraram uma receita de R$ 415 mil. Este valor foi suficiente para pagar o salário de 13 funcionários e o consumo de gasolina e energia. “Este ano, com certeza, vamos ultrapassar R$ 600 mil”, assegura o gerente do parque, João Carlos Lima de Oliveira.

O mês de julho se sobressai, com uma média de cinco mil visitantes nos últimos quatro anos, patamar ultrapassado em 2009 com mais de sete mil visitantes, número superior à visitação anual na maioria dos outros parques estaduais. A ausência de chuvas e férias escolares são os dois fatores que explicam este desempenho. 

De 2006 a 2010 houve um crescimento de 57% na visitação. O fluxo de turistas vem aumentando de forma constante a cada ano, após a adoção da limitação de 800 visitantes/dia nos finais de semana e feriados prolongados e 300 visitantes/dia nos dias de semana. A medida foi necessária em função do excesso de turistas, o que poderia provocar impactos ambientais negativos na UC.

De 2009 para 2010, o número de pessoas que estiveram em Ibitipoca subiu de 46.877 para 51.384. No final de 2009 foi concluída, pela Prefeitura de Lima Duarte, o calçamento de 10 km no trecho mais difícil, na subida da serra. E o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) está finalizando o projeto para outros 17 km e assim concluir a pavimentação do acesso ao parque. “A obra de melhoria no acesso contribuiu muito para o aumento do turismo no parque, antes somente carro tracionado chegava, hoje qualquer veículo consegue subir”, explica João Carlos.

O gerente da UC elenca ainda outros fatores que fazem do Parque Estadual do Ibitipoca um verdadeiro sucesso de bilheteria: ampla divulgação nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo; proximidade dos grandes centros urbanos, está distante menos de 300 km do Rio, 350  de Belo Horizonte e 450 de São Paulo e oferece uma gama de atrativos naturais próximos. “Um dia no parque dá para conhecer muita coisa. Em três dias o visitante consegue conhecer quase toda a unidade” afirma João Carlos.

O secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus, comemora o aumento do fluxo de visitação no parque, reafirmando a vitalidade do turismo de natureza e aventura em Minas Gerais. Patrus lembrou que o Governo de Minas tem feito significativos investimentos na infraestrutura turística do Estado, na revitalização das unidades de conservação e possibilitando acesso terrestre e aéreo para todas as regiões de Minas Gerais. “A prática do turismo em áreas protegidas é uma tendência internacional. E Minas oferece a possibilidade de caminhada por nossas montanhas, em uma paisagem natural maravilhosa. Hoje afirmamos que as atividades de natureza e aventura já são um produto turístico pronto e disponível para o público nacional e estrangeiro”, disse.

O Parque

O Parque Estadual do Ibitipoca está localizado na Zona da Mata, nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca. Ocupa o alto da Serra do Ibitipoca, uma extensão da Serra da Mantiqueira. Com área de 1.488 hectares, serve de divisor entre as bacias dos rios Grande e Paraíba do Sul. Abriga mirantes, grutas, praias, piscinas naturais, cachoeiras e picos. A fauna e flora é rica, com a presença de espécies ameaçadas de extinção, como o lobo guará, tucano, onça parda, orquídeas e bromélias

Criado em 4 de julho de 1973, possui casa de hóspedes; camping com capacidade para 15 barracas; alojamentos e casa para pesquisadores, com capacidade para 20 pessoas no total; centro de visitantes com exposição interativa e restaurante com capacidade para 55 pessoas.

Fonte:

Últimas Notícias