Governador entrega Medalha ao presidente do Banco Central
Governador Antonio Anastasia entregou a Medalha de Honra da Inconfidência ao presidente do Banco Central (BC), o economista Alexandre Antonio Tombini
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O governador Antonio Anastasia entregou, nesta segunda-feira (1º), a Medalha de Honra da Inconfidência ao presidente do Banco Central (BC), o economista Alexandre Antonio Tombini. A maior comenda do Estado de Minas Gerais é concedida anualmente, no dia 21 de abril, em Ouro Preto, na região Central do Estado. Tombini foi um dos agraciados no ano passado, mas não pôde comparecer à solenidade na cidade histórica para recebê-la.
Na cerimônia realizada no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, Anastasia destacou que o título é o reconhecimento dos mineiros pelo trabalho do economista em prol da gestão pública. “Essa indicação decorre da dedicação ao longo dos anos do servidor Alexandre Tombini às questões públicas no Brasil, que culminou com sua indicação para presidente do Banco Central. Todos nós brasileiros, independentemente da coloração partidária ou de vinculações políticas, admiramos o seu trabalho, seu compromisso, seu esforço a favor da moeda. Porque sua função é essa: ser guardião da moeda brasileira e autoridade monetária nacional”, disse.
Também participaram da solenidade os secretários de Estado Leonardo Colombini (Fazenda) e Dorothea Werneck (Desenvolvimento Econômico), além do presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Matheus Cotta, e do presidente do Conselho de Administração do BDMG, Paulo Paiva.
Mineiridade
Antonio Anastasia lembrou que várias autoridades do Governo de Minas, como o próprio secretário Leonardo Colombini e o presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Fuad Noman, são funcionários públicos egressos do Banco Central.
Durante agradecimento, Tombini declarou que procura se inspirar nos mineiros para conduzir as missões à frente do Banco Central: “Os mineiros têm uma capacidade de lidar com situações difíceis de uma forma hábil e sempre procurando a via do entendimento e do consenso, na busca de melhores resultados”.
Japão e Alemanha
Em entrevista, o governador fez um balanço de sua primeira missão oficial ao exterior. Anastasia visitou o Japão e a Alemanha na semana passada, acompanhado de secretários de Estado e de empresários.
“A viagem foi muito feliz e exitosa, pelo reconhecimento que hoje Minas Gerais tem no exterior. O Japão foi propositalmente escolhido por nós para primeira viagem pelo fato de ser um país muito rico, muito desenvolvido, que já investiu muito em Minas Gerais e, em razão dos últimos acontecimentos, merecia uma atenção especial por parte do Governo de Minas. Visitamos as grandes corporações, que são muitas no Japão. Fizemos uma exposição no Keidanren, que é uma CNI (Confederação Nacional da Indústria) deles, mostrando as potencialidades de Minas. Conseguimos confirmação de investimentos importantes com a Mitsui, agora no bioplástico do Triângulo Mineiro. E tivemos a percepção que temos um campo muito bom para avançar nos investimentos aqui. Nas áreas de alimentação, agricultura, metalurgia, mas, em especial, na área de eletrônicos, onde conversamos muito”, afirmou o governador.
Mercedes-Benz
Em Wörth, perto de Stuttgart, na Alemanha, Antonio Anastasia conheceu o novo conceito de produção de caminhões da Mercedes-Benz que será implantado a partir de 2012, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A planta alemã é considerada a maior fábrica de veículos comerciais do mundo.
“Ficamos muito bem impressionados com a fábrica e melhor impressionados ainda em saber que será uma fábrica daquele padrão que já está sendo feita em Juiz de Fora. A antiga questão da fábrica da Mercedes está resolvida, porque a partir do ano que vem teremos caminhões. Vi quais são os caminhões que serão produzidos para o mercado brasileiro e também latino-americano”, completou.
Atraso na chegada
Antonio Anastasia comentou também o atraso verificado no voo de volta ao país, nesse domingo (31). Segundo ele, houve uma pane no avião, que tem quatro turbinas. Uma turbina estragou, mas sem problema algum. “Estávamos viajando há duas horas e meia e o avião retornou a Frankfurt. Houve somente o transtorno de um atraso de 12 horas na chegada ao Brasil. Mas não houve susto. Só a comunicação de voltar à Alemanha para trocar de avião”, avaliou o governador.