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Governo de Minas quer partcipação da sociedade no combate às drogas

"Com o programa Aliança pela Vida, nós estamos fazendo uma convocação para que todas as entidades participem. Vamos mostrar para o usuário que ele não está sozinho. Estamos ao seu lado para dar apoio". Antonio Anastasia

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“Com o programa Aliança pela Vida, nós estamos fazendo uma convocação para que todas as entidades participem. Nas cidades grandes e nas cidades pequenas. Porque, de fato, a droga não enxerga fronteiras. Vamos mostrar para o usuário que ele não está sozinho. Estamos ao seu lado para dar apoio”.

                                                                                                                                                        Antonio Anastasia

O governo de Minas acabou de lançar o programa Aliança pela vida para enfrentar um problema antigo: a questão das drogas. Qual o alcance e a importância desse programa, governador?

Antonio Anastasia - Em primeiro lugar é bom lembrar, de fato, que o tema das drogas hoje é o tema que, talvez, mais preocupa a sociedade não só em Minas, mas no Brasil e em todo o mundo. Lamentavelmente, nós estamos perdendo milhares, milhares e milhares de jovens, quer para o tráfico, quer para o homicídio, e mesmo para a vida em sociedade. Portanto, é hora de haver um grande enfrentamento com relação às drogas. Por isso esse novo programa lançado: Aliança pela Vida, lembrando a vida que é o bem mais importante que nós temos. Com o objetivo de termos, ao nosso lado, o governo nas esferas federal e municipal, mas também as entidades da sociedade civil e mais especialmente a família. Portanto, é uma inovação essa ação pioneira, com recursos expressivos alocados e de tal modo que todo o governo, através de suas diversas secretarias, possa perceber a relevância do combate às drogas, que deve se dar na segurança, na educação, na saúde, no trabalho e emprego, ou seja, em todos os segmentos da ação do governo.

Quais ações vão ser desempenhadas a partir do lançamento desse grande programa?

Antonio Anastasia - O programa já foi lançado e agora já estamos com ações na prática. Temos algumas ações interessantes. Por exemplo, a Rua Livre de Drogas, que é exatamente o local conhecido por haver o uso de drogas. Nós vamos ter ali a presença efetiva do poder público através de ações culturais, manifestações artísticas e, é claro, o acompanhamento da polícia. Temos também o SOS Drogas. Através do telefone 155. Na verdade, é uma orientação às pessoas que precisam de orientação no combate às drogas. Mais além, nós estamos criando também o SOS Familiar,  que é a visita de uma equipe de especialistas à casa das pessoas  para darem orientação em relação à família. Por outro lado, nós estamos levando essa grande TV, que é a TV estatal do Canal Minas Saúde para toda a rede pública de ensino, para dar cursos, qualificação e orientar as pessoas dos males e prejuízos causados pela droga. E temos ainda um grande chamamento à sociedade civil através de editais para chamarmos 100 instituições, através de mobilização, para que elas apresentem também novas ideias e novos conceitos para nós prevenirmos e sempre combatermos a droga. E Sempre teremos ao nosso lado, é bom lembrar, as comunidades terapêuticas, que são as instituições da sociedade civil, especialmente da Igreja, que estão recebendo em suas dependências as pessoas que tem a dificuldade com a droga para seu tratamento e recuperação.

Nós sabemos que o problema da droga não é exclusivo dos grandes centros. Ele existe também nas pequenas cidades do interior. Como fazer com que todos participem dessa luta, com que haja o engajamento da sociedade?

Antonio Anastasia - Nós estamos fazendo aqui um chamamento, estamos fazendo quase que uma convocação para que todas as entidades participem desse processo. Nas cidades grandes e nas cidades pequenas. Porque de fato a droga não enxerga fronteiras. Ela não escolhe, como se diz, sexo, idade, cor, condição social.  Por isso esse chamamento que o governo faz é muito importante. Contamos com apoio dos veículos de comunicação, da nossa imprensa, para mostrar que o usuário não está sozinho. Estamos ao seu lado para dar apoio, para que ele supere essa dificuldade e possa, de fato, ficar mais feliz com sua família, livre da dependência da droga.

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