Alberto Pinto Coelho lança o Plano de Emergência Pluviométrica 2011/2012
O governador em exercício, Alberto Pinto Coelho, lança o Plano de Emergência Pluviométrica (PEP) 2011/2012, nesta quarta-feira (19), no auditório do BDMG, em Belo Horizonte
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O governador em exercício, Alberto Pinto Coelho, lança o Plano de Emergência Pluviométrica (PEP) 2011/2012, nesta quarta-feira (19), no auditório do BDMG, em Belo Horizonte. O objetivo é garantir a coordenação eficaz dos órgãos estaduais para amenizar eventuais transtornos e divulgar as ações de apoio aos municípios afetados pelas chuvas. Entretanto, orientações básicas de segurança e prevenção, quando colocadas em prática por cada cidadão, podem fazer com que catástrofes deixem de acontecer ou que suas consequências sejam amenizadas.
Antes das chuvas mais fortes, telhados, calhas e os ralos das casas devem estar limpos e desobstruídos. Os entulhos também são grandes colaboradores das enchentes, portanto devem ser retirados dos quintais e das ruas. A população também deve se mobilizar, formando grupos de cooperação entre a vizinhança e garantindo possíveis abrigos fora das áreas de risco. Além disso, é importante que os municípios possuam Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdec), órgãos instituídos e mantidos pelas prefeituras. Dessa forma, as comunidades têm a segurança de contar com um trabalho contínuo de prevenção e preparação para os desastres, com agentes sempre preparados para atuar também na reconstrução e reorganização da cidade.
“O Governo de Minas e a Defesa Civil Estadual trabalham junto aos municípios para garantir condições de segurança aos mineiros. Mas a mobilização da população é fundamental para que acidentes deixem de ocorrer. Tarefas simples, como não jogar lixo nas ruas, evitam a obstrução de bueiros e bocas de lobo e, consequentemente, inundações. O mais importante, contudo, é que o cidadão possa contar com a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil em sua cidade. São esses agentes que conhecerão, caso a caso, as situações de cada comunidade de risco, prestarão orientações, farão ações preventivas, vistorias, remoções de famílias em residências com riscos de desabamentos. A Cedec/MG trabalha de maneira firme para que todos os municípios possam ter Comdecs ativas e estruturadas”, afirma o coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel PM Luis Carlos Dias Martins.
É de responsabilidade das Comdecs conhecer e identificar os riscos de desastres no município. A partir disso, é possível preparar-se para enfrentá-los e gerenciá-los. A Cedec/MG trabalha para que o número dessas coordenadorias aumente em Minas Gerais. Em 2004, dos 853 municípios mineiros, apenas 374 possuíam coordenadorias de Defesa Civil. Atualmente, são 696. A Defesa Civil de Minas Gerais disponibiliza suporte técnico e oferece capacitação aos agentes municipais. Em 2011, a Cedec/MG já realizou 27 cursos para 783 agentes de 190 municípios. Entre 2004 e 2011, foram 5.207 alunos de 652 cidades.
Cuidados que salvam vidas
No momento da chuva, pessoas que residem em locais com riscos de inundação, como beira de córregos e rios, devem sempre estar em alerta. Caso seja necessário o abandono temporário da moradia, a família não deve hesitar, mas sempre com o cuidado de não caminhar em áreas desconhecidas, evitando assim passar por bueiros abertos ou buracos encobertos pela água. Outro cuidado é nunca atravessar ruas alagadas ou com enxurradas, mesmo de carro, moto ou bicicleta.
“Famílias que residem em áreas de risco devem sair de casa imediatamente nos momentos de chuvas intensas e não devem retornar caso o imóvel apresente algum risco de desabamento, mesmo depois da chuva. Os motoristas também devem estar atentos às áreas com riscos de alagamento. O melhor a fazer é procurar um local mais alto, esperar que a água baixe e nunca tentar passar por ruas inundadas. Em caso de emergência alerte os vizinhos e acione a Defesa Civil Municipal, a Polícia Militar ou o Corpo de Bombeiros”, alerta o secretário-executivo da Cedec/MG, tenente-coronel PM Eduardo César Reis.
Durante as enchentes, deve-se evitar ao máximo o contato com a água, que normalmente está contaminada por esgotos e pela poluição das ruas. Evitando as inundações, também diminuímos o risco de contaminação, por exemplo, por leptospirose, doença grave transmitida pela urina dos ratos e que pode até levar à morte. Quando não for possível evitar o contato com a água, o cidadão deve sempre estar protegido com luvas e botas de borracha ou duplos sacos de plástico. Neste período deve-se dar atenção especial à prevenção da Dengue. Evitando-se o acúmulo de água nas residências, a proliferação do Aedes aegypti fica inviabilizada. Algumas outras doenças que podem ser contraídas após as enchentes são hepatites, diarreia, tétano, além do risco de traumas e lesões.
Outras informações sobre cuidados e prevenção para o período chuvoso e sobre como ter uma Coordenadoria de Defesa Civil nos municípios podem ser encontradas no www.defesacivil.mg.gov.br.