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Governador participa da entrega do Prêmio Hugo Werneck

O governador Antonio Anastasia participou, nesta quarta-feira (30), no auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, da entrega do II Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza.

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Governador participa da entrega do Prêmio Hugo Werneck
Governador Antonio Anastasia durante pronunciamento no Prêmio Hugo Werneck
Foto:Gil Leonardi/Secom MG

O governador Antonio Anastasia participou, nesta quarta-feira (30), no auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, da entrega do II Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza. Foram premiados 12 projetos e instituições que se destacaram em diversas categorias.

Em sua segunda edição, o prêmio busca valorizar iniciativas e projetos que se destacaram em ações sustentáveis com espontaneidade e criatividade. A iniciativa é do Grupo Ecológico, por meio da Revista Ecológico e das redes sociais Ecológico OnLine e Movimento SouEcologico.com, e conta com o apoio institucional do Governo de Minas.

“É uma premiação muito importante. Um verdadeiro Oscar do Meio Ambiente e da Ecologia porque valoriza a iniciativa das pessoas, das comunidades, das associações e isso é muito importante. São práticas positivas que agora são conhecidas e repetidas para termos sempre um ambiente melhor e mais sustentável”, afirmou o governador.

Neste ano, foram inscritos ou indicados para o prêmio 198 projetos de diversos estados brasileiros, número 34% maior que o de 2010. Os concorrentes participaram por meio de ações, cases, experiências ou iniciativas bem-sucedidas

Hugo Werneck foi professor da UFMG e importante defensor da causa ambiental em Minas, sendo considerado um dos pais do movimento ambientalista brasileiro. Fundou o Centro para a Conservação da Natureza em Minas Gerais, uma das primeiras organizações ambientalistas da América Latina. Graças a ele, hoje, os visitantes do zoológico da capital mineira podem se encantar com as borboletas e mariposas do borboletário da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte.

“Como dizia o doutor Hugo, o exemplo maior da Amazônia, cujos solos são pobres, as árvores só ficam de pé, formando a maior floresta tropical do planeta, porque são solidárias. Elas se sustentam umas às outras. Se uma cai, devastando esse seu equilíbrio perfeito, as outras também caem mais cedo ou mais tarde, em um efeito dominó, resultado da nossa ignorância ecológica. É por isso que estamos aqui reunidos, apartidários e misturados de propósito para, juntos, políticos, empresários, ambientalistas e cidadãos comuns, promovermos a arte de um novo e urgente relacionamento nosso com a natureza. Promovemos a indústria da esperança”, afirmou o ambientalista, jornalista e diretor-geral do Grupo Ecológico, Hiram Firmono.

Minas na frente

Minas Gerais tem se destacado entre os estados brasileiros no que se refere ao cuidado com o Meio Ambiente. Coordenado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), o projeto estruturador Resíduos Sólidos cumpriu sua meta em 2009, atingindo o percentual de 50,2% da população urbana do Estado atendida por sistemas adequados de disposição final de resíduos sólidos urbanos. O resultado manteve Minas entre os líderes de disposição adequada no Brasil. São cerca de 8,2 milhões de habitantes beneficiados com aterros sanitários e usinas de triagem e compostagem de lixo devidamente regularizados pelo Conselho Estadual de Política Ambiental.

A Lei Estadual de Resíduos Sólidos em Minas Gerais é considerada das mais modernas e pioneiras do país. Publicada em janeiro de 2009, ela prevê a participação da sociedade na elaboração e acompanhamento de políticas públicas de gestão desses resíduos e a responsabilidade compartilhada entre todos. Pela lei, Estado e prefeituras devem incentivar parcerias com as associações de catadores.

A legislação prevê ainda a recuperação de áreas degradadas pela disposição inadequada de resíduos e a adoção de incentivos fiscais para unidades recicladoras. Proíbe lançar lixo in natura a céu aberto, assim como catar materiais nas áreas de destinação final de resíduos. Cada município deve elaborar um plano de gestão integrada de resíduos sólidos e conta com o apoio do Estado para sua execução.

Até setembro deste ano, 120 prefeituras assinaram termos de adesão com a Feam e sua parceira, a Fundação Israel Pinheiro, para a implantação e aprimoramento de programas de coleta seletiva. A fundação atua em 56 municípios, dos quais 29 já efetivamente implantaram a coleta seletiva.

Na gestão dos recursos hídricos Minas também está na dianteira e conta com a Meta 2014. Somente na Bacia do Rio das Velhas, foram aplicados, até agora, R$ 1,3 bilhão em aproximadamente 180 obras que visam à recuperação da qualidade das águas, além de outras ações de revitalização, que somam cerca de R$ 421 milhões, até 2015. A Lagoa da Pampulha terá atenção especial, com obras de despoluição previstas até 2013. Em 1999, apenas 1,34% do esgoto coletado na região da Bacia do Rio das Velhas era tratado. Em 2010, o índice foi de 75% e a previsão é que, em 2011, atinja 80%.

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