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Mês de novembro registra menor taxa de desemprego na RMBH em 16 anos

Em novembro de 2011, a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) passou dos 6% registrados em outubro para 5,7% da População Economicamente Ativa (PEA).

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Em novembro de 2011, a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) passou dos 6% registrados em outubro para 5,7% da População Economicamente Ativa (PEA). O número é o menor registrado desde o início da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (PED-RMBH), iniciada em 1996.

A RMBH permaneceu ainda com a menor taxa entre as sete Regiões Metropolitanas avaliadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Salvador e São Paulo), apresentando também taxa inferior à média nacional, que foi de 9,7%.

O acréscimo no número de ocupações (33 mil, ou 1,5%), superou o número de pessoas que se inseriram no mercado de trabalho (28 mil, ou 1,2%), o que resultou na redução do número de desempregados (5 mil, ou 3,5%).

Realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (Sete), Dieese e Fundação Seade, a PED apontou ainda que o desemprego aberto passou de 5,3% para 5,0% no período, enquanto a taxa de desemprego oculto permaneceu estável em 0,7%.

O tempo médio de procura por trabalho também permaneceu estável em relação ao mês anterior, contabilizando 27 semanas.

Para o secretário-adjunto da Sete, Hélio Rabelo, os bons números trazem otimismo ao Governo de Minas. “Com menos de um ano de criação, a Secretaria de Trabalho e Emprego tem colhido estes bons resultados que reafirmam o compromisso do governador Antonio Anastasia com a geração de mais e melhores empregos para os mineiros. Estamos no caminho certo”, comemora.

Mercado de trabalho

Comparando novembro a outubro de 2011, houve aumento de 25 mil postos de trabalho no setor de serviços, de 10 mil na indústria e de 5 mil na construção civil. Em movimento contrário, o número de ocupações decresceu no comércio (4 mil) e no agregado “outros setores” (3 mil).

“Essa redução de 4 mil pessoas no comércio foi, basicamente, devido à saída de pessoas sem carteira assinada, onde entendemos que o trabalho seja mais precário”, explica o coordenador da pesquisa pela Fundação João Pinheiro, Plínio Campos.

No mesmo período, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada teve redução de 4 mil pessoas e o setor privado registrou aumento de 17 mil postos de trabalho com carteira assinada. Também apresentaram aumento no número de postos de trabalho o setor público (4 mil) e os segmentos de autônomos (23 mil) e de empregados domésticos (2 mil). Já nas “demais posições” houve redução de 9 mil ocupações.

Na comparação com novembro de 2010, o nível ocupacional aumentou 0,9% na RMBH. No período, houve acréscimo de 59 mil postos de trabalho no setor de serviços e retração de 21 mil ocupações na construção civil, 10 mil no agregado “outros setores”, 6 mil na indústria e, em menor medida, diminuição de 1 mil postos de trabalho no comércio.

Rendimentos

Entre setembro e outubro de 2011 o rendimento real médio dos ocupados apresentou variação positiva de 0,3%, sendo estimado em R$ 1.400, e o salário real médio aumentou 1,9%, passando a ser de R$ 1.388. Neste período, entre os autônomos, o rendimento médio apresentou pequeno acréscimo de 0,2% e foi estimado em R$ 1.352. Registraram aumento os salários médios da indústria (0,7%), comércio (2,9%) e serviços (2,2%).

Tendências

De acordo com Campos, a perspectiva é que a RMBH feche 2011 com uma média próxima a 7,2% de taxa de desemprego no ano, número que será a menor taxa de desemprego anual de toda a série histórica.

“No momento, temos um panorama encoberto pela crise da Europa. No entanto, caso não haja um agravamento substancial nesse cenário, esperamos manter estas taxas sem muitos sobressaltos e reduzir ainda mais no próximo ano, chagando entre 4% e 5%”, conclui Campos.

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