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Governador Anastasia inaugura Museu da Liturgia em Tiradentes

Mais de 420 peças de arte sacra do século XVIII foram restauradas para compor o acervo do mais novo museu de Minas Gerais

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Governador Antonio Anastasia na inauguração do Museu da Liturgia, em Tiradentes. Foto:Carlos Alberto/Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia inaugurou, neste sábado (14/04), em Tiradentes, o Museu da Liturgia, instalado num casarão do século XVIII onde funcionava a antiga Casa Paroquial da Igreja de Santo Antônio. O museu vai abrigar e preservar um rico patrimônio religioso, composto por mais de 420 peças restauradas entre esculturas, pinturas, imagens, pratarias, objetos de madeira, mobiliário e roupas, até então dispersas por capelas de Tiradentes e que já se encontravam em avançado estado de deterioração.

“Foram retiradas peças sacras que estavam durante tantos séculos guardadas e, agora, estão sendo apresentadas dentro de uma museografia muito moderna. É o único museu da liturgia com essas características em toda América Latina e com belíssimo acervo, um patrimônio de primeiro mundo. A qualidade e a riqueza das obras remonta a tradição dos ourives de Minas há tantos séculos. Tenho certeza que esse Museu da Liturgia será mais um polo de atração aqui de Tiradentes”, afirmou o governador.

Fonte de riqueza

Com recursos de R$ 8,5 milhões, investidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fundo perdido, o Museu da Liturgia mostrará o valor cultural, artístico e religioso dessas peças sacras históricas. O BNDES será o mantenedor do Museu pelos próximos dois anos.

“Minas Gerais tem o maior patrimônio histórico do Brasil e esse patrimônio tem que ser não só preservado, mas também positivamente apresentado como uma potencialidade e fonte de riqueza. A inauguração do Museu da Liturgia, aqui em Tiradentes, é uma demonstração disso. Eu queria agredecer ao BNDES ao apoio extraordinário que tem dado a Minas Gerais e, em especial, a Tiradentes, com esse belo projeto”, ressaltou o governador.

O projeto do Museu começou a ser planejado a partir de um antigo anseio da comunidade de Tiradentes – poder público e sociedade civil organizada – por um espaço apropriado para guardar peças sacras do século XVIII, incluíndo o rico acervo da matriz de Santo Antônio. Ao todo, 429 peças foram restauradas, das quais 330 ficarão em exposição. As demais formarão a reserva técnica do museu ou foram realocadas em capelas e igrejas.

Ao todo, 380 profissionais estiveram envolvidos na formulação e construção do Museu da Liturgia. O projeto foi executado pela empresa Santa Rosa Bureau Cultural, em parceria com a Paróquia Santo Antônio. A formulação do projeto e execução das obras foram realizadas ao longo de dois anos e meio.

Devoção e fé

De acordo com Eleonora Santa Rosa, ex-secretária de Cultura e diretora da empresa executora do projeto, o Museu da Liturgia tem um conceito diferente de museus de arte sacra, pois não possui o simples objetivo de exibir objetos, mas também de explicitar a função de cada peça, evidenciando o tipo de fé professada e a quê que cada uma servia.

“A ideia é disponibilizar um espaço para que o visitante tenha a vivência de crença e valores espirituais. São 429 peças integralmente restauradas, todas tombadas, parte do patrimônio histórico, peças essas que relatam uma história de devoção e fé da comunidade tiradentina. Esse Museu da Liturgia é um espaço de transcendência, de experiência e renovação da crença da fraternidade e da generosidade”, explicou Eleonora.

A museografia (construção, catalogação, organização e instalação) do Museu da Liturgia foi feita pelo museógrafo Ronaldo Barbosa e segue conceitos contemporâneos, de altíssima qualidade. O espaço conta com instalações áudio-visuais para contextualizar o que está exposto.

Foi projetado, atrás do Museu da Liturgia, um pátio de acolhimento, onde o visitante poderá ouvir pequenos trechos da Bíblia – Salmos, Eclesiastes e Gênesis. Também há uma trilha sonora para o percurso da visitação, composta pelo músico, arranjador e violoncelista Marco Antônio Guimarães, fundador do grupo mineiro de música instrumental Uakti.

“Estamos realizando um antigo sonho da comunidade e da Paróquia de Santo Antônio. Esse acervo todo levou 300 anos para ser formado. Esse museu é uma faculdade de história religiosa, história desse povo que teve início em 1702”, destacou o pároco da Igreja de Santo Antônio, padre Ademir Sebastião Longatti.

A nova Casa Paroquial da Matriz Santo Antônio foi instalada num casarão próximo ao Museu da Liturgia, também restaurado e reformado. O padre Ademir é um dos idealizadores do Museu e está à frente da paróquia há 25 anos.

Também participaram da solenidade de inauguração o prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa; a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras; o diretor do BNDES, Júlio Raimundo, o bispo emérito da Diocese de São João del-Rei, Dom Valdemar Chaves de Araújo, além de deputados e artistas envolvidos no projeto.

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