Governador inaugura Parque Tecnológico de Belo Horizonte
BH-Tec vai impulsionar a geração de empregos de qualidade; UFMG e prefeitura da capital são parceiras do empreendimento
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O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta quarta-feira (16), no bairro Engenho Nogueira, na região da Pampulha, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), um dos mais importantes espaços do país para abrigar empresas de tecnologia.
A inauguração representa um passo importante de Minas Gerais na direção da consolidação de ambientes para empresas num mundo em que a inovação tornou-se imprescindível ao crescimento econômico. O principal objetivo é estreitar os laços da universidade com o setor produtivo empresarial por meio da inovação tecnológica, gerando benefícios para toda a sociedade.
O BH-Tec está implantado numa área de 535 mil metros quadrados, dos quais 350 mil metros quadrados de Zona de Preservação Ambiental, onde estão incluídas as Áreas de Proteção Permanentes do Córrego do Mergulhão e suas margens, e um brejo e sua margem, e 185 mil metros quadrados de Zona de Grandes Equipamentos (ZPE). Desta área, 93,3 mil metros quadrados são destinados a lotes.
Os parceiros do Governo de Minas no BH-Tec são a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Prefeitura de Belo Horizonte. A iniciativa tem o apoio estratégico da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-Minas).
Foram investidos R$ 65 milhões no BH-Tec, incluindo o terreno de 535 mil metros quadrados e a construção do edifício institucional com 7.553 metros quadrados, que abrigará 16 empresas de diversos segmentos. O Parque abrigará empresas das áreas de Ciências da Vida (bio¬tecnologia, saúde humana e animal), tecnologias da in¬formação e comunicação, de materiais e de processos, ambientais e para entretenimento e cultura, além de energias alternativas. Serão gerados 300 empregos especializados.
Investimentos do Governo de Minas
Deste total de R$ 65 milhões em investimentos, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), foi responsável por R$ 35,5 milhões, sendo R$ 28,3 milhões para a construção do edifício institucional.
Do governo federal, a contrapartida veio do terreno avaliado em R$ 20 milhões, cedido pela UFMG, em regime de comodato; e pela Financiadora de Projetos (Finep / MCTI), que investiu em R$ 2,5 milhões na rede de telefonia e dados.
A Prefeitura de Belo Horizonte investiu R$ 7 milhões na infraestrutura viária do parque. O município deverá investir mais R$ 1,8 milhão em alguns novos projetos, entre eles o portal de entrada do BH-Tec, a conservação e a manutenção das áreas verdes.
A completa implantação do BH-Tec demandará investimentos da ordem de R$ 600 milhões nos próximos anos. O parque será implantado em etapas e terá sua estrutura imobiliária financiada, em grande parte, por investidores privados, que serão selecionados a partir de licitação. O Sebrae e a Fiemg participam de estudos para modelagem de negócio.
Conhecimento e competitividade
Um parque tecnológico compreende uma área física delimitada, urbanizada de forma a atender a empresas intensivas em tecnologia que se estabelecem próximas de uma universidade com o objetivo de aproveitar a capacidade científica e técnica dos pesquisadores e seus laboratórios. O objetivo é aumentar o bem-estar da comunidade em que se insere, promovendo a cultura da inovação e da competitividade das empresas e instituições baseadas no conhecimento que lhe estão associadas. Por isso, os parques tecnológicos são investimentos de longo prazo.
