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Governador anuncia programa de agregação de valor ao produto mineiro

Projeto piloto será implantado no segmento de metalmecânico do Vale do Aço, tendo como meta a geração de emprego de qualidade

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O governador Antonio Anastasia anunciou, nesta quinta-feira (24), a criação, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), do Programa de Agregação de Valor ao Produto Mineiro (ProValor). O programa tem como objetivo o fomento à geração de empregos de qualidade, a intensificação do conteúdo tecnológico das empresas, o aumento da participação das empresas envolvidas no mercado, com o consequente aumento da arrecadação, por meio da ampliação de base tributária e do maior valor do produto industrial mineiro.

“Queremos dar um salto qualitativo no planejamento econômico de Minas Gerais, a partir de um diagnóstico setorizado da indústria mineira, sua aproximação com as necessidades de mercado e uma maior interação entre o setor produtivo e o meio acadêmico, produtor de conhecimento”, definiu o governador.

O projeto terá também como parceira a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), através da Escola de Engenharia, que fará um diagnóstico do segmento metalmecânico, um dos principais setores da indústria de transformação mineira. O projeto piloto, que deverá estar concluído num prazo de 12 meses, será implantado na região do Vale do Aço e será coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com o Barômetro da Inovação Global, pesquisa global promovida pela General Eletric e lançada na última quarta-feira (23) na sede da Confederação Nacional da Indústria, 86% dos executivos de empresas inovadoras, apontam a inovação como a melhor maneira de criar empregos e gerar uma economia mais competitiva.

Mais emprego

A taxa de desemprego em Minas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, na Região Metropolitana do Vale do Aço foi de 10,18% e, no Vale do Rio Doce, foi de 8,78%, enquanto a média do Estado ficou em 6,70%. Esse indicador, disse o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fábio Veras, reforça a importância de um olhar especial sobre esta região.

Diante do ambiente positivo da economia mineira e a tendência de queda da taxa de desemprego no Estado, o Governo de Minas, além de manter as atuais políticas de geração e promoção do emprego, buscará promover, com o ProValor, a oferta de trabalho qualificado e as oportunidades de especialização do trabalhador, através de experiências profissionais, de capacitações e da educação formal, abrindo perspectiva de trajetória de longo prazo e de realização profissional.

“Para maximizar a geração de empregos de qualidade, não há outro caminho a não ser fomentar o êxito e a perenização das empresas, a começar pelas indústrias, onde se concentram as vagas de maior remuneração e estabilidade e de melhores condições gerais de trabalho”, afirmou Fábio Veras.

As regiões Central, Sul de Minas e Rio Doce concentram 81,74% das da mão de obra empregada no setor metalmecânico, ficando o Rio Doce com 14,26%. A região metropolitana do Vale do Aço concentra 97,06% das vagas da região do Rio Doce, onde 70% das vagas ocupadas da cadeia são de manufatura de produtos de metal.

A perspectiva de geração de empregos está associada à conquista de mercados pelas indústrias mineiras. Portanto, para fomentar o emprego de qualidade é necessária a adoção de políticas que permitam às empresas que utilizam uma mão de obra mais especializada ampliar o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado.

Diversificação da economia

A intensidade do segmento na região justifica um olhar especial sob o ponto de vista de políticas públicas estruturadoras, explicou Veras, formulador e gestor do Programa. Para ele, a ação complementa o esforço de diversificação da economia de Minas, não apenas na política de atração de investimentos externos, mas também, e com especial ênfase, na valorização das empresas aqui existentes.

A escolha do Vale do Aço para abrigar o projeto piloto levou em consideração o momento por que passa a economia da região, que está se transformando e deixando de ser dependente do desempenho de uma única empresa ou produto. A diversificação de atividades é uma forma de fortalecimento das economias regionais, pois, se determinado segmento sofre impacto negativo de uma conjuntura, outro poderá suprir a quebra de receita do primeiro. Os resultados começaram a ser mensurados a partir do décimo segundo mês de implantação do projeto.

De acordo com Fábio Veras, o modelo em implantação em Minas é usado pelas regiões mais competitivas do mundo, através da interação entre universidade, indústria e governos para o desenvolvimento de produtos com alta agregação de valor.

A expectativa é de que, com o ProValor, a UFMG tenha o mapeamento das competências, tecnologias, produtos e processos da Escola de Engenharia; faça a identificação dos gaps tecnológicos e o diagnóstico da capacidade de integração dos grupos de pesquisa. Com isso, espera que sua contribuição para a sociedade seja a transferência de conhecimento e tecnologias da universidade para o setor produtivo e geração de novas empresas de base tecnológica de origem acadêmica.

Para o governo, a perspectiva é de elevação e adensamento da diversidade do ICMS pago por empresas por meio do aumento de suas participações no mercado e alcance de novos segmentos; aumento do número de empregos e qualificação da formação técnica (graduação e pós-graduação) dos empregados e maior integração entre universidade e empresas, através da prestação de serviços customizados da academia para o mercado.

Já para as empresas, o que se busca com o ProValor é a agregação de valor aos produtos, seguindo uma rota integrada para a transformação do setor, e a elevação do faturamento bruto e líquido de empresas de forma sustentável, proveniente de novos produtos, projetos e serviços.

“Se Minas tem como meta se transformar no melhor dos Estados brasileiros para se viver e investir, tem a obrigação de pensar à frente. É preciso encontrar novos paradigmas que incorporem, entre outras coisas, a dimensão de que a competição por mercados não se faz apenas sob a perspectiva de país, mas também e, principalmente, de regiões”, completou o governador.

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