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Governador sobrevoa regiões de Minas Gerais e cobra esforços para a redução no consumo de água

Em Três Marias, na região Central, Fernando Pimentel falou sobre as medidas emergenciais adotadas e frisou que o governo teve de iniciar o trabalho praticamente “do zero”

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O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, sobrevoou nesta quinta-feira (29) o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e a Usina Hidrelétrica de Três Marias, na região Central do Estado. A agenda faz parte das medidas iniciais para enfrentar o problema da gestão de água no estado.

Após a vistoria aérea em Três Marias, o governador, em entrevista coletiva na Praça do Índio, no Complexo da Usina Hidrelétrica, ressaltou o trabalho prioritário de momento: conversar com lideranças políticas, sociais e empresariais de cada lugar, de cada região, para identificar o que é possível fazer e, em seguida, adotar todas as medidas necessárias com total transparência.

“Estamos com um problema grave na RMBH. Já tomamos as medidas iniciais necessárias, mas estamos com problemas em muitos outros municípios do Estado, especialmente no Norte do Estado. Mais de 100 municípios já em estado de emergência, passando por racionamento ou rodízio. E a situação caminha para o aumento desse número”, reforçou Pimentel.

De acordo com o governador, a situação da represa é grave, pois opera com apenas 10% de sua capacidade. Além disso, a preocupação é alta também com a população, propriedades rurais e plantações afetadas diretamente pela severa estiagem nesta região do Estado. A previsão, segundo estimativas do departamento meteorológico da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), é de pouca chuva para este ano, o que complica ainda mais o quadro.

“Isso significa que o uso vai ter que ser muito controlado. A meta da Cemig é chegar ao final do ano, na próxima estação de chuvas, com cerca de 5% da capacidade do reservatório”, disse o governador, chamando a atenção para este que seria o índice mais baixo da história da represa. “Esta é a preocupação. Fizemos essa visita e o sobrevoo e vamos nos reunir com os técnicos, separadamente, para conversar e ver quais são as medidas necessárias”, completou.

Controle gerencial

O governador Fernando Pimentel destacou o esforço da Cemig na condução da questão, com o monitoramento dos reservatórios, reforçado pelo permanente entendimento com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O presidente da Cemig, Mauro Borges, também falou sobre a possibilidade de desabastecimento e de baixa no fornecimento de energia elétrica.

“No caso do sistema elétrico, ele é coordenado e planejado nacionalmente, não em nível estadual. Nesse sentido, o operador nacional do sistema [Aneel] é extremamente eficiente e exerce um nível de coordenação muito afinado. Nesse caso, o setor elétrico, que tem um forte planejamento nacional, tem risco praticamente zero de ter um colapso. O grande foco das atenções, nesse primeiro momento, é a questão do abastecimento de água”, explicou.

Dadas as condições e a previsibilidade até o final do ano, Borges afirmou que a previsão é a de terminar este ano com reservatório em torno de 5%, o que está dentro do planejamento. “O sistema está organizado para isso. Estamos preparados para poder usar de uma forma absolutamente racional o reservatório e chegar ao nível de 5% dentro de todos os parâmetros de previsibilidade possíveis nesse momento”, concluiu.

Por Agência Minas

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