Anastasia defende participação da sociedade na gestão pública
Governador proferiu palestra de abertura do Congresso Goiano de Direito Administrativo
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O governador Antonio Anastasia proferiu, nesta quarta-feira (15/08), a conferência de Abertura do XI Congresso Goiano de Direito Administrativo, organizado pelo Instituto de Direito Administrativo de Goiás (Idag) em conjunto com a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego). O evento reúne alguns dos mais destacados doutrinadores do país na área.
Para uma plateia de cerca de mil pessoas, entre professores, juristas, advogados, procuradores e servidores públicos, Anastasia falou sobre o “Direito Administrativo e a necessária aproximação com a sociedade”. O governador apresentou o modelo de administração pública implantado em Minas Gerais, destacando a importância de uma gestão aprimorada.
“A sociedade quer que as instituições funcionem, que os serviços públicos sejam prestados com o mínimo de qualidade. Se perguntarmos para os brasileiros, de todas as camadas sociais, de todos os Estados, vamos ouvir queixas, porque, no Brasil, durante décadas, não se preocupou com a questão da gestão pública. Porque só se preocupou com a economia. Mas superada a inflação passamos a nos perguntar: como melhorar os serviços públicos? Porque se não melhorá-lo pouco adiantará a melhora na economia”, afirmou.
Para o governador, dinheiro nenhum resolverá os problemas do país se não houver uma gestão aprimorada e eficaz do setor público. “De nada adianta alocarmos 12%, 15% em qualquer área, se não houver boa gestão. Gastar dinheiro mal é a coisa mais fácil do mundo. O primeiro passo para se resolver esse problema é reconhecê-lo. O trauma é que ainda existe muito desprezo pelas questões administrativas. Precisamos ousar muito mais, trazer para o poder público, ferramentas de gestão positivas do setor privado, sem jamais imaginar que o Estado tem que ser administrado como se fosse uma empresa. Isso é discurso de quem não quer ver avanços. A administração pública tem características próprias e assim deve ser. Porém, nada impede de implementar ferramentas de gestão do setor privado como a exigência de resultados e o cumprimento de metas”, defendeu.
Para que se possa avançar mais na gestão, nos serviços públicos e na melhoria da qualidade de vida da população, o governador defendeu uma participação cada vez maior da sociedade na administração do Estado.
“É preciso, pois, sensibilizar a sociedade porque é importante tê-la não como só como parceira, mas como coparticipante. O cidadão tem de perceber que não é só paciente da gestão pública. Ele é coparticipante e corresponsável. Temos que estimular esse grau de responsabilidade. Mais do que entregar os serviços públicos, é preciso que a sociedade sinta que é a líder deles. Assim, teremos famílias acompanhando seus filhos na escola, a rede de vizinhos funcionando bem, junto com as polícias, por uma segurança pública. O Estado, sozinho, não conseguirá jamais, por mais bem intencionado que esteja, resolver todos os problemas. Essa ousadia para estimular a participação das pessoas é o nosso grande desafio. Se ficarmos na zona de conforto jamais conseguiremos mudar a administração pública”, disse Anastasia.
Ousar e trazer a sociedade para ajudar na administração do Estado é o que Minas Gerais tem feito por meio da terceira geração do choque de gestão, o Estado para Cidadania, com a qual o Governo do Estado busca parceria com a sociedade civil. O presidente do Idag, Fabrício Motta, elogiou a liderança do governador na gestão pública e o trabalho desenvolvido em Minas Gerais. “O governador Anastasia nos deixa esperançoso com essa intervenção. Ele se destacou no Brasil, nos últimos anos, ao implantar um modelo de gestão pública baseada na inovação e eficiência, fazendo uma administração pública profissionalizada para o bem da sociedade como um todo”, afirmou.