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Anastasia assina protocolos de intenção que vão gerar 18 mil empregos no Triângulo Mineiro

Em três empreendimentos da Companhia Mineira de Açúcar e álcool, serão investidos cerca de R$ 2,4 bilhões nas cidades de Uberaba e Uberlândia

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José Francisco de Fátima Santos, José Raimundo Silva Santos e Antonio Anastasia
Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia assinou nesta terça-feira (05), no Palácio Tiradentes, protocolos de intenção para a instalação e ampliação de três empreendimentos da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) em Minas Gerais. Juntos, os empreendimentos em Uberaba e Uberlândia terão investimentos de cerca de R$ 2,4 bilhões e vão gerar aproximadamente 18 mil empregos (7.700 diretos e 10.200 indiretos), no Triângulo Mineiro.

 

O presidente do Conselho de Administração da CMAA, José Francisco Santos, disse que a ação direta do Governo do Estado foi fundamental para o aporte de mais investimentos para a expansão das atividades da companhia. “A gente está muito feliz. O Governo do senhor, governador, vai muito bem. Pesquisamos áreas em outros Estados, mais preferimos investir em Minas Gerais. A Secretaria (de Desenvolvimento Econômico) e o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI) tem nos dado um apoio muito grande. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tem se mostrado muito melhor do que muitos bancos privados, com equipes técnicas de qualidade em todas as áreas. Isso dá sustentação para o grupo que vem de fora e anima a gente a investir”, destacou Santos.

 

Para o governador Anastasia, é essa união entre a sociedade civil, o empresariado e o governo que vem possibilitando o desenvolvimento de Minas Gerais nos últimos anos. O Estado é destaque internacional em gestão pública no mundo e um dos que mais geram empregos em todo o Brasil.

 

“O que o governo tem que fazer é o estímulo, o fomento. O desenvolvimento quem faz são as empresas. Eu fico muito feliz de ouvir que essa parceria tem dado certo, porque esse é quase um mantra do nosso governo: parceria e desenvolvimento. Isso gera um círculo virtuoso: os investimentos geram empregos, que geram mais desenvolvimento, que, por sua vez, geram mais investimentos”, afirmou o governador.

 

Implantação já começou

A implantação da Usina Uberlândia já foi iniciada, tendo sido investidos R$ 3,1 milhões, até 2011. O novo projeto prevê a ampliação da capacidade instalada de moagem de 1,5 milhão para 6 milhões de toneladas/safra. Serão investidos agora R$ 1,3 bilhão. A empresa espera faturar R$ 152 milhões, em 2014, e R$ 336 milhões, a partir de 2016. Nessa unidade serão criados cerca de 3.000 empregos diretos e 4.000 indiretos.

 

A Usina Floresta dos Lobos, também em Uberlândia, ainda não iniciou sua instalação. Foram revistos os valores de investimentos iniciais na área de plantio e o aumento da capacidade de moagem de 1,5 milhões para 3 milhões de toneladas/safra, em relação ao projeto inicial. Serão investidos cerca de R$ 715 milhões, com faturamento previsto na ordem de R$ 117 milhões, em 2016, e R$ 295 milhões, de 2018 em diante. A usina se encontra em fase de implantação e pré-operação. Nela serão gerados cerca de 1.700 empregos diretos e 2.200 indiretos.

 

A Usina Vale do Tijuco, em Uberaba, em operação desde 2010, vai ser expandida, com a ampliação da unidade de etanol e de geração de energia elétrica e implantação de produção de açúcar. Para isso, serão ampliadas as área industrial e de plantio de cana em 40.300 ha.

 

Com isto, a capacidade de moagem da indústria passará para 4 milhões de toneladas e ainda possibilitará o fornecimento de cana de açúcar para a unidade industrial da Usina Uberlândia durante os próximos 20 anos. Nesta unidade serão investidos cerca de R$ 335 milhões. A previsão de faturamento passará dos R$ 239 milhões, realizados em 2012, para R$ 464 milhões a partir de 2016. Serão criados 3.000 empregos diretos e 4.000 indiretos.

 

Colheita será feita mecanicamente

O CEO da CMAA, Carlos Eduardo Turchetto Santos, destacou que toda a cana de açúcar utilizada nas três unidades será colhida mecanicamente, sem a utilização da queima de palha em suas lavouras, e que a geração de empregos vai beneficiar os moradores da própria região.

 

“Serão 18 mil empregos entre diretos e indiretos quando as três usinas estiverem operando com capacidade máxima. É importante lembrar que na companhia, desde início, a cana é plantada e colhida mecanicamente com os funcionários contratados e desenvolvidos na região. São eles que hoje pilotam nossas máquinas, nossas colhedoras, todas automatizadas, que são treinados, gente que nós formamos na região. Contratamos padeiros, office-boys, temos uma equipe de mulheres, de donas de casa, que formamos e compõe nossa força de trabalho. Não existe queima e não existe corte de cana manual”, afirmou Turchetto.

 

“O trabalho da empresa é permanente, inaugurou a primeira fase em 2010, continua operando e, cada vez mais, se expandindo com novas iniciativas. Para a gente isso é importantíssimo. Significa consolidar o Triângulo Mineiro como uma grande região do segmento sucroalcooleiro. Minas, hoje, já é o segundo lugar do Brasil na produção de açúcar e o terceiro do etanol, além de ser uma dos maiores na produção de energia com biomassa. E isso é um destaque para o Estado”, lembrou a secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck.

 

A empresa Companhia Mineira de Açúcar a Álcool Participações Ltda é controladora das empresas Vale do Tijuco Açúcar e Álcool Ltda (Usina Vale do Tijuco) e Cia. Energética de Açúcar a Álcool do Triângulo Mineiro Ltda. A empresa foi constituída em 2006 para atuar no mercado sucroalcooleiro visando atender a crescente demanda do mercado interno e externo por etanol, açúcar e energia elétrica proveniente de fontes renováveis.

 

A instalação da Usina Vale do Tijuco, em Uberaba, marcou a primeira etapa do projeto global, tendo entrado em operação em 2010. Para a implantação desta unidade, assinou protocolo de intenções em 2006, com investimentos de R$ 200 milhões.

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